Antes de qualquer coisa, quero pedir licença à Gabi e deixar aqui minha declaração (e desabafo) a respeito do cinema nacional:
Ele é muito mais amplo do que o que é realmente divulgado. O cinema nacional vai além das comédias e dos tiroteios vistos, respectivamente, em “Se eu fosse você” e “Tropa de Elite” (dois dos maiores sucessos de bilheteria da categoria). O cinema brasileiro também tem sua parte dramática. E muito boa, por sinal. O que falta é um pouco de valorização desse ramo. Falta ao próprio brasileiro, um pouco disso também. Não que eu considere os filmes citados acima, ruins. Pelo contrário, são ótimos e recomendo. Porém, acho que está na hora da mídia dar o devido valor a outros tantos que conseguem encantar pela sua simplicidade.
É exatamente por isso que resolvi falar sobre o filme “As melhores coisas do mundo".
Com a direção de Laís Bodanzky e um elenco que mescla nomes conhecidos a outros totalmente novos, o filme aborda de uma maneira simples e “identificável”, a vida e os problemas enfrentados na adolescência.
“As Melhores Coisas do Mundo” narra a história de Mano (Francisco Miguez), um jovem de classe média em seus 15 anos, que enfrenta o divórcio de seus pais, a relação com seu irmão mais velho, os encontros e desencontros do primeiro amor, a perda da virgindade, relação com amigos, entre outras coisas.
Aí você vem e fala: parece Malhação. É, tem uma semelhança, sim. Confesso. Mas, o filme eu recomendo, já Malhação...enfim, passei dessa fase. (rsrs)
É um filme que indico para toda família, de verdade. Ele vai muito além das “briguinhas” retratadas em Malhação, ele tem contexto. É muito mais próximo da realidade adolescente que muitas outras histórias por aí.
O roteiro foi inspirado nos livros “Mano“, de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto e desenvolvido por adolescentes, em uma pesquisa realizada nas escolas pela própria Laís. O que fez essa proximidade maior com a realidade. Da mesma forma, o elenco principal (de adolescentes) foi selecionado dessas escolas. Aliás, um excelente trabalho. Os atores, totalmente inexperientes, deram um show de interpretação.
“As melhores coisas do Mundo” deu à Laís Bondanzki o prêmio de melhor direção no APCA e chegou a integrar à lista de possíveis indicados ao Oscar, porém não foi selecionado.
É um bom filme? SIM. Do tipo pra ver, dar risadas e se emocionar um pouco, até pelas lembranças que podem trazer. Indico, principalmente, pelo fato de ser um nacional que foge do convencional tão mencionado acima. Pelo roteiro, pela direção e pelo elenco. Vale a pena!
Obs.¹: Por favor, não julguem o filme pelo fato de ter o Fiuk no elenco.
Obs.²: Para quem achou o nome da diretora familiar, fica mais um motivo pra ver o filme: foi ela quem dirigiu o renomado “Bicho de Sete Cabeças”.

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