terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

As Melhores Coisas do Mundo

Antes de qualquer coisa, quero pedir licença à Gabi e deixar aqui minha declaração (e desabafo) a respeito do cinema nacional:
Ele é muito mais amplo do que o que é realmente divulgado. O cinema nacional vai além das comédias e dos tiroteios vistos, respectivamente, em “Se eu fosse você” e “Tropa de Elite” (dois dos maiores sucessos de bilheteria da categoria). O cinema brasileiro também tem sua parte dramática. E muito boa, por sinal. O que falta é um pouco de valorização desse ramo. Falta ao próprio brasileiro, um pouco disso também. Não que eu considere os filmes citados acima, ruins. Pelo contrário, são ótimos e recomendo. Porém, acho que está
na hora da mídia dar o devido valor a outros tantos que conseguem encantar pela sua simplicidade.

É exatamente por isso que resolvi falar sobre o filme “As melhores coisas do mundo".




Com a direção de Laís Bodanzky e um elenco que mescla nomes conhecidos a outros totalmente novos, o filme aborda de uma maneira simples e “identificável”, a vida e os problemas enfrentados na adolescência.

As Melhores Coisas do Mundo” narra a história de Mano (Francisco Miguez), um jovem de classe média em seus 15 anos, que enfrenta o divórcio de seus pais, a relação com seu irmão mais velho, os encontros e desencontros do primeiro amor, a perda da virgindade, relação com amigos, entre outras coisas.

Aí você vem e fala: parece Malhação. É, tem uma semelhança, sim. Confesso. Mas, o filme eu recomendo, já Malhação...enfim, passei dessa fase. (rsrs)

É um filme que indico para toda família, de verdade. Ele vai muito além das “briguinhas” retratadas em Malhação, ele tem contexto. É muito mais próximo da realidade adolescente que muitas outras histórias por aí.

O roteiro foi inspirado nos livros “Mano“, de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto e desenvolvido por adolescentes, em uma pesquisa realizada nas escolas pela própria Laís. O que fez essa proximidade maior com a realidade. Da mesma forma, o elenco principal (de adolescentes) foi selecionado dessas escolas. Aliás, um excelente trabalho. Os atores, totalmente inexperientes, deram um show de interpretação.

As melhores coisas do Mundo” deu à Laís Bondanzki o prêmio de melhor direção no APCA e chegou a integrar à lista de possíveis indicados ao Oscar, porém não foi selecionado.

É um bom filme? SIM. Do tipo pra ver, dar risadas e se emocionar um pouco, até pelas lembranças que podem trazer. Indico, principalmente, pelo fato de ser um nacional que foge do convencional tão mencionado acima. Pelo roteiro, pela direção e pelo elenco. Vale a pena!

Obs.¹: Por favor, não julguem o filme pelo fato de ter o Fiuk no elenco.
Obs.²: Para quem achou o nome da diretora familiar, fica mais um motivo pra ver o filme: foi ela quem dirigiu o renomado “
Bicho de Sete Cabeças”.

Ficha Técnica


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amigo Oculto (Hide And Seek)


É, eu não consigo sair totalmente do drama. Mas esse filme tem toques dramáticos, o bom mesmo nele é o suspense.
Bem dirigido e bem estrelado, esse filme tem um ar que quase chega ao terror em certos momentos, uma tensão que é mantida do começo ao fim. Não adianta o quanto você vai prestar atenção, não há nada que indique o final que tem.
Dakota Fanning, eu preciso escrever mais? Dá um medo dela em certas horas, depois você tem pena dela, depois vem o medo de novo, aí você acha que ela é a culpada, depois não acha mais e assim vai o tempo todo. Robert De Niro, só o nome já diz muito e já nao posso escrever mais nada pois não tem. Famke Jansen, por incrível que pareça, ela é fundamental no enredo. E Elisabeth Shue, a personagem dela é o gatilho de tudo, mas como ela se mata logo no começo, não tem muito o que comentar mesmo.
O que eu digo é: Charlie é real, não é quem você vai pensar e ele dá um baita medo.

Ficha Técnica

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Enrolados (Tangled)



Bom, acho que já deu pra vocês perceberem como eu e a Gabi gostamos de um drama. Huum...que tal sair um pouco dessa linha dramática, hein??
Ok. Então, mudando um pouco (radicalmente), vou direto para uma animação. Não uma simples animação, uma EXCELENTE animação. A minha primeira conclusão após ver este filme foi: "gente...eu não conhecia a história da Rapunzel!!".
Tá, que ela ficava presa num castelo e a famosa frase "jogue suas tranças, Rapunzel", isso eu conhecia. Mas, a história em si, era desconhecida pra mim.
Não que fizesse alguma diferença, até porque, o filme não é fiel à verdadeira história (isso se a Wikipedia estiver certa...rsrsrs).
De qualquer forma, falemos do filme.
Muito, mas MUITO engraçado. Ri do começo ao fim!!
Ouvi falar que este foi um dos filmes mais caros da Disney. Especialmente o formato em 3D, porque os cabelos tinham que ser feitos FIO A FIO! (trabalho nenhum, né?)
Mas, olha, valeu a pena. Vi a versão 3D e recomendo. Ele foi feito para ser assistido neste formato, acredito que perde um pouco a "magia" vê-lo em 2D.
Ahh...e o cavalo!!! Gente...o cavalo é o melhor!! Incrível como os animais em animação, sempre têm maior destaque, né?? (ah sim, o camaleão também é digno de atenção! huahuahua)
Enfim...o filme é uma graça!Tenho que confessar: me sinto uma criança feliz ao ver animação. Ou uma adulta mesmo, que reencontra com sua criança. Acho que, por isso, gosto tanto de desenhos e afins! hahaha

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sempre Ao Seu Lado (Hachiko: A Dog's Story)


Um filme lindo com toda certeza, não conheço uma pessoa que não tenha chorado ao assistir, inclusive eu. O roteiro foi muito bem feito, suave e emocionante do começo ao fim e excede espectativas por se tratar de uma história real. Richard Gere é um caso a parte, dá pra criticar um cara desses? Não. Mas o show mesmo fica por conta do cachorro de raça akita, por mais estranho que isso possa parecer, o cão é muito expressivo e claro, é ele que vai te fazer chorar.
Apesar da história real ter sido no Japão e o filme ter sido rodado nos EUA, a direção fotográfica ficou muito boa, vale a pena ver com uma bacia de pipoca numa mão e a caixinha de lenços na outra.
Uma lição de amor incondicional, fidelidade e lealdade por uma vida inteira. E o melhor, do ponto de vista do cão, não do ser humano, o que torna tudo ainda mais emocionante.
Dica: não assista sozinho. ;]

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