Já faz um tempo que não dou as caras.
Bom, vim falar de um filme que eu enrolei muito pra assistir, mas quando o fiz não me arrependi. Sim, ele, Cisne Negro, com ela, sim... Natalie Portman.
Não é novidade pra ninguém que eu AMO drama. Mas drama psicológico é algo que faz meus olhos brilharem e se o ator ou a atriz dá um show de interpretação, eu quase me desfaço em lágrimas.
Bom, Cisne Negro era aquele azarão, que todo mundo tem medo de apostar, mas quando aposta não se arrepende. Sim, é um pouco confuso, então NÃO pisca os olhos que você se perde.
Tem muita gente acreditando que a renda utilizada na produção foi alta, que foi compatível com aqueles filmes hollywoodianos cheios de efeitos especiais e tudo o mais, não foi. Na verdade foi bem mais baixo do que a maioria acredita o que é surpreendente, mas não deixa a desejar. Com poucos efeitos especiais, se destacando é claro, o momento em que ela se transforma em Cisne Negro, o que dá mais “choque”, por assim dizer, é o jogo de câmeras que acontece em praticamente todo o filme é de tirar o folego em vários momentos, claro que o sucesso disso se deve à sintonia entre o diretor fotográfico e o diretor geral.
Natalie Portman não dá apenas um show de interpretação, ela dá uma aula propriamente dita. Eu, particularmente, apesar de gostar muito dela e de seu talento, não esperava por algo tão magnifico. Fazer a troca de personalidade, como é colocado no longa, é algo muito difícil e a Natalie fez isso com uma sutileza que é admirável. Nina (a personagem principal), levanta um tema que muitos não têm conhecimento, o Transtorno Borderline ou, pra melhor entendimento, Transtorno de Dupla Personalidade, é uma doença psicológica até muito comum. Pra explicar de modo simples, alguém que tem essa doença possui uma personalidade dominante, aquilo que vemos todos os dias e outra que é oprimida na maior parte do tempo, o que não é tão incomum quanto se imagina. Sabe aquela voz na sua cabeça que sente vontade de quebrar tudo e machucar todos quando você está com raiva? É mais ou menos isso, mais intenso e incontrolável, só que sem a sua consciência. É como se fossem duas pessoas distintas em uma só; e uma não soubesse da existência da outra. Então, a personagem tem essa doença e o Cisne Negro representa tudo o que ela tem vontade de fazer e ser, mas não faz por questões de princípios e também questões morais. A relação entre mãe e filha é opressiva e perturbadora, uma vez que esta deposita todos os http://www.blogger.com/img/blank.gifsonhos, vontades e frustrações pessoais na filha, o que piora tudo ainda mais, juntamente com a pressão de ser perfeita na apresentação e o assédio do diretor do espetáculo. Com o tempo o lado perverso “quer se libertar”, é quando Nina perde o controle e o lado negro, se puder chamar assim, aflora e começa a tomar conta.
Mila Kunis, a antagonista, não faz por menos, ela soube ser esguia (esse termo me lembra uma serpente, por isso usei) e maliciosa no ponto certo. Lily é tudo o que Nina não é, representa o Cisne Negro perfeito, também joga muito bem com a cabeça da personagem central.
Diante disso, ainda precisa perguntar se eu indico? ;-D
Enjoy it!
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